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A sutileza do morrer

Foto do escritor: Kaio Bruno
Kaio Bruno
8 de jul.
1 min de leitura


Eu não tenho medo da morte.

Tenho medo de morrer aos poucos.

A cada despedida, um fim.

O quebra-cabeças incompleto:

aos poucos, as peças se vão da mesa até restar apenas a última.

Solitária, a saudade daquilo que um dia representou um todo.


O estado final não me assusta.

O que dói são as perdas.

Morrer primeiro não é uma maldição, é uma dádiva.

Felizes aqueles que não sentiram a morte várias vezes.


Um adeus e nunca mais se verá a transeunte.

O momento feliz que jamais voltará.

O banhar-se no rio que não retornará.

A cada mergulho, uma nova morte.

O morrer está na sutileza.

Talvez seja isso que torne a vida tão preciosa.


Essa divagação chega ao fim.

Mais uma morte para aquele que acabou de ler!

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© 2026 por Kaio B.P de Brito. Orgulhosamente criado com muito amor e dedicação!

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