A sutileza do morrerKaio Bruno8 de jul.1 min de leituraEu não tenho medo da morte.Tenho medo de morrer aos poucos.A cada despedida, um fim.O quebra-cabeças incompleto:aos poucos, as peças se vão da mesa até restar apenas a última.Solitária, a saudade daquilo que um dia representou um todo.O estado final não me assusta.O que dói são as perdas.Morrer primeiro não é uma maldição, é uma dádiva.Felizes aqueles que não sentiram a morte várias vezes.Um adeus e nunca mais se verá a transeunte.O momento feliz que jamais voltará.O banhar-se no rio que não retornará.A cada mergulho, uma nova morte.O morrer está na sutileza.Talvez seja isso que torne a vida tão preciosa.Essa divagação chega ao fim.Mais uma morte para aquele que acabou de ler!
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