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A estrangeira

  • Foto do escritor: Kaio Bruno
    Kaio Bruno
  • 15 de fev.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 8 de mar.


Eu olhei diretamente em seus olhos e senti sua alma. Era quente, doce e tinha uma magia que aquecia meu coração. Minha boca ficou seca e minhas pupilas dilataram! Ela sorriu! Envergonhado, também sorri. O vento tocava seus lindos cabelos pretos e o Sol realçava sua pele branca de porcelana! Que inveja! Eu queria ser a natureza!


Lentamente ela veio ao meu encontro e eu estava imóvel, congelado, paralisado por uma força maior à qual eu não podia resistir. Eu não sabia o que fazer, apenas contemplava aquela linda garota como se contempla a obra-prima de um artista. Até que ela parou bem próximo a mim. Senti seu perfume de ervas raras e observei suas curvas em um belo vestido de cor rosa, com detalhes bordados à mão em uma costura fina.


Ela falou algo em sua língua nativa. Eu apenas balancei a cabeça positivamente. Até que em meio a sua fala ela me abraçou. Senti o bater do seu coração junto ao meu. Minha alma esquentou, seu toque era vida, era fogo, era a criação. Após um longo momento dos corpos entrelaçados, ela pegou minha mão e se foi. Eu encontrei minha musa, a paixão que nunca viverei, mas que sonharei todos os dias enquanto viver. A mulher estrangeira que me inspirou a escrever.

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© 2026 por Kaio B.P de Brito. Orgulhosamente criado com muito amor e dedicação!

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