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Desejo de escapar

  • Foto do escritor: Kaio Bruno
    Kaio Bruno
  • 15 de fev.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 8 de mar.


Entrei no carro, era mais um fim de expediente — a dura e velha rotina da vida. Um misto de emoções: alívio e cansaço! Enquanto atravessava a selva de concreto, um turbilhão de pensamentos e divagações: o boleto não pago, a reforma da casa, a distração à toa e estratégias de como aproveitaria o tempo que me resta.


O tempo, esse sim me faz pensar. Ainda no carro, olhando o sinal fechado, percebi o tempo que passou. Alguns minutos que não voltarão! Parece pouco, alguém poderia dizer. Mas é daquilo que me resta que foi roubado. O sinal abre. Droga, mais um engarrafamento. Agonia! Melancolia! Em uma árvore isolada, no meio da selva de pedra, um casal de pássaros brinca. Eles parecem não se importar.


Por um instante, senti-me livre das amarras da rotina. Eu era um pássaro. Eu podia voar. Eu tinha um mundo a explorar. Sem preocupações, sem prisões! Via o mundo por outros olhos; tudo era pequeno lá de cima. Senti o doce sabor da liberdade! Pousei numa árvore e senti o vento. Uma brisa quente de fim de tarde, daquelas que inspiram os poetas e aquecem o coração dos amantes. Senti paz! E o tempo? Esse já não me preocupava mais.


De repente, um som agudo entra pelos meus ouvidos. Assustei-me! Era apenas a realidade me chamando para prosseguir. O meu sonhar roubou o tempo de alguém! Triste rotina, que mina os devaneios de quem só queria escapar!

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© 2026 por Kaio B.P de Brito. Orgulhosamente criado com muito amor e dedicação!

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