Numa manhã de terça-feira, de forma tranquila, Theresa pega delicadamente sua xícara rosa, segurando-a com a mão direita enquanto, com a outra, pega a garrafa de café. Lentamente, aquele líquido preto é transferido da garrafa para a xícara. Ainda fumegando, Theresa dá o primeiro gole. Uma leve tensão é percebida em seus olhos; o líquido estava quente. A xícara é colocada sobre a mesa enquanto um sanduíche natural de frango é mordido. O segundo gole foi mais prazeroso: um sorriso surgiu no canto de sua boca, suas pupilas dilataram-se, e uma alegria surgiu com a ingestão da cafeína. Seu corpo relaxou; uma genuína sensação de tranquilidade pôde ser vista em seu rosto.
Uma pequena pausa é feita para falar algo com um colega de trabalho. Novamente, uma mordida é dada no sanduíche e, com ela, vem mais um gole de café. A bebida estava relativamente fria, e não houve nenhuma expressão em seu rosto. O processo tornou-se mecânico; toda a magia dos primeiros goles se desfez.
Agora só resta uma pequena porção gélida e morta. Não há sabor! Theresa nega-se a beber. O que restou é derramado na pia. É o fim da jornada. O intervalo de trabalho acabou.
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